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segunda-feira, 7 de junho de 2010

Cenouras e Derrotas

Bibiana Klein, acadêmica de Jornalismo, VII nível


Eu deveria escrever uma crônica sobre a Copa, estava passando um amistoso que precedia a Copa 2010. Brasil versus Zimbábue, um jogo estranho, o Brasil não passava do meio de campo, e eu só pensava em comer cenouras. Eu imaginava as cenouras bem cozidas, participando de um prato colorido que eu prepararia no almoço.

Talvez eu devesse escrever uma crônica sobre cenouras, mas o tema já era definido, eu precisava escrever sobre a Copa. Fiquei pensando no que havia me marcado referente a Copa, e o que me veio a cabeça foram as derrotas de 1998 e 2006 ambas para a França. Claro que além do fato de que as derrotas são sempre marcantes, o que me chamou a atenção e me deixou cismada foi que os dois jogos eu assisti fora de casa. Sim, eu não estava no calor do lar assistindo os jogos, e senti que a derrota era minha culpa.

Não pelo mal desempenho de todos os jogadores, pela estranha doença misteriosa do Ronaldo, pelo desempenho excepcional dos jogadores franceses, ou pelas várias teorias de conspiração, nada disso foi tão crucial para as derrotas do que o fato de que eu não estava assistindo os jogos em casa.

Eu sei que decepcionei uma nação inteira, vocês podem confirmar a tristeza de todos vendo as fotos de 1998 . Carrego esta culpa comigo, e irei levá-la para sempre, mas gostaria de avisar a todos que eu vou assistir as finais, ou melhor, a todos os jogos contra a França em casa, sentada em meu sofá. Dessa vez eu sei que vai dar certo.

Continuo pensando em cenouras, cenouras cozidas, gostosas, em um prato com uma salada maravilhosa, colorida (humm humm). Vou resolver o meu problema com as cenouras, vou cozinhá-las e preparar o prato que eu tanto espero pra me deliciar. E quanto à crônica, bom acho que eu acabei de terminá-la.

Alguém conseguirá vibrar em silêncio?

Angelita da Luz, acadêmica de Jornalismo, VII nível.


A revolta é geral contra a escalação do técnico Dunga. Ouve-se dizer a todo instante, escolhas avulsas de outras nações em que a minoria fará as apostas de suas expectativas. Em uma mesa de bar se ouve de tudo. Sai Holanda, Itália, a própria África e até quem vai longe de mais se aventurando em citar a rival maior do Brasil por lá, Argentina. Mas neste ponto o cidadão já foi longe demais. Argentina é baixaria, é inimiga moral.

A Copa do Mundo é o evento mais futebolístico do planeta. E o Brasil tem tudo a ver com futebol. Eles combinam, é sério. Rola um clima entre o verde e amarelo da bandeira brasileira e a bola entrando no gol de um grande tapete de grama.

O futebol é curioso, não é? Não existe nenhuma razão aparente para que as pessoas gostem de seguir com os olhos um bando de marmanjos correndo atrás de uma bola. Ainda bem que não é preciso argumentar na hora de ligar a televisão para acompanhar um jogo. Futebol é assim, a gente gosta e não adianta.

Ah eu aposto. Aposto que até o torcedor mais orgulhoso em dizer que não torcerá pela nossa seleção, soltará um grito involuntário, suprimido, interno ou até em silêncio, talvez. Mas todos vibrarão, gritarão e torcerão. O Brasil tem isso no sangue, é da essência e não há remédio que nos cure deste mal. Na boa, eu acredito que vale a pena botar fé no Dunga. Não custa nada e quem sabe dê certo.

Para saber mais sobre o mascote oficial da Copa do Mundo 2010 da África do Sul siga o link: http://copade2010.com/mascote-da-copa-de-2010/


Legenda Foto: Zakumi, o mascote da Copa 2010. Convenhamos, até ele é verde e amarelo.

Foto: Divulgação